O comentarista esportivo do Casseta & Planeta
explica a vitória do Brasil na Copa de 94
explica a vitória do Brasil na Copa de 94

Prefácio do livro escrito por Bussunda na Copa dos Estados Unidos de 1994, na qual ele declara o seu amor pela sua mulher e filha e sua paixão pelo futebol.
Caro leitor,
este livro é basicamente o resultado das crônicas que escrevi para o jornal O Dia, durante os quarenta dias que estive nos Estados Unidos cedendo os meus pés quentes para que a seleção brasileira pudesse trazer o tetra. Tem ainda uma ou outra coisa que escrevi para o ZAP!, caderno jovem do Estado de São Paulo, e, depois de ler o material inteiro, achei que seria interessante começar com algumas crônicas da época das eliminatórias. Sei que muita coisa aí poderia ser mais bem trabalhada, mas optei por deixar tudo como estava para preservar o calor do momento em que foram escritas. A ordem cronológica.
Ofereço este trabalho a duas pessoas: à minha filha Júlia, que sofreu mais do que ninguém com os jogos do Brasil, uma vez que quando começava o foguetório ela invariavelmente abria o berreiro, assustada. E a minha mulher, Angélica, que apesar de saber que ia passar a noite acordada acalmando a neném, ainda conseguia torcer para a nossa seleção.
Foram quarenta dias longe de casa e da família. Isso sem contar os dois anos de vida que o Parreira nos tirou, deixando aquela final ir para os pênaltis. Quarenta longos dias sem comer ninguém... Mas é claro que valeu a pena. O Brasil conquistou simplesmente o título de único tetracampeão do esporte mais bonito, mais completo, mais sofisticado e mais assistido do universo! Confesso que eu já estava um pouco mais preparado do que a maioria dos brasileiros; afinal, o meu Mengão é pentacampeão nacional. Esse negócio de tetra para mim não é novidade. Mas, mesmo assim, me emocionei muito com o título. SEXO É BOM, MAS TETRA É MUITO MELHOR...
